Trauma

Traumatismo Cranianoencefálico

Traumatismo cranianoencefálico é definido como alterações da função cerebral ou evidências de lesões cerebrais causaddas por uma força externa. É reconhecido como um importante problema de saúde pública, sendo responsável por 125000 atendimentos por ano e 9700 mortes por ano.

É uma das principais causas de incapacidade em crianças e adultos abaixo dos 35 anos. Estudo publicado em 2016 identificou incidência de 65,7 casos/100000 habitantes/ano e mortalidade de 5,1/100000habitantes/ano. Homens são afetados até 3,5 vezes mais que mulheres, com incidência de 102casos/100000habitantes/ano.

As principais causas são quedas (35%), acidentes de transito (31%) e assaltos (8%).

Alguns dos principais sinais de alarme em paciente com traumatismo craniano são:
-Alteração no nível de consciência (sonolência excessiva)
-Falas desconexas e confusão mental
-Esquecimentos.
-Perda da orientação temporal.
-Náusea.
-Vômito.
-Ferimentos extensos.
-Sangue saindo pelo nariz ou pelas orelhas.

Nem sempre esses sinais são a comprovação de lesões cerebrais graves, mas ao batermos a cabeça e sentirmos qualquer um dos sintomas citados acima, é recomendado procurar por ajuda médica imediatamente.

Traumatismo Raquimedular

Traumatismo raquimedular (TRM) é definido como a lesão da coluna vertebral por causa externa, incluindo ou não a medula ou raízes nervosas, em qualquer dos seus segmentos. Quando há lesão medular, o insulto primário danifica as células e inicia uma cascata de lesão secundária produzindo de maneira cíclica morte neuronal, isquemia e inflamação.

Sua incidência mundial é estimada entre nove e 50 casos/milhão de habitantes, sendo mais prevalente em áreas urbanas. Estima-se no Brasil incidência de aproximadamente 60-70 casos para cada 1.000.000/habitantes por ano, 10% destes com déficit neurológico. Os homens com idade média de 33,9 ± 13,5 anos de idade são os mais vulneráveis, sendo a queda de altura e os acidentes automobilísticos as principais causas de TRM.

O paciente vítima de traumatismo raquimedular necessita atendimento especializado e investigação adequada para um diagnóstico preciso e definição de plano de tratamento, que pode incluir imobilização, medicações, cirurgias e reabilitação.