Metástase espinal

Quando o câncer se espalha além do local onde surgiu (sítio primário) para outras partes do corpo é denominado metástase. A metástase pode ocorrer quando as células cancerosas viajam através da corrente sanguínea ou dos vasos linfáticos para outras áreas do corpo.

O esqueleto é um dos principais locais de incidência de metástases, sendo a coluna vertebral o sítio ósseo mais frequentemente acometido. Metástases espinhais ocorrem em 30-90% dos pacientes com câncer em estágio terminal, com 5-10% dos pacientes com câncer desenvolvendo compressão medular e sintomas neurológicos.

A faixa etária de maior incidência de metástase na coluna vertebral é entre 40-65 anos de idade. O gênero masculino é o mais acometido, supostamente pela maior prevalência de neoplasia maligna de pulmão neste grupo, associado ao fato da neoplasia maligna prostática possuir predileção ao comprometimento ósseo.

Défict neurológico progressivo é geralmente a primeira manifestação da doença, sendo o diagnóstico de câncer desconhecido em 20% dos doentes por ocasião do tratamento cirúrgico. Sinais e sintomas presentes na apresentação inicial são: dor em 95% dos casos, déficit de sensibilidade de 70-80%; fraquezas em valor superior a 60%; dificuldade para controle de evacuação e micção entre 14 a 77% dos doentes. Recomenda-se que pacientes que sofram destes sintomas procurem atendimento médico especializado.

Doenças Ósseas Metabólicas

Nesse grupo de doenças está a famosa Osteoporose, assim como Osteopenia, Osteoartrose e Doença de Paget. Pela altíssima prevalência, a Osteoporose é tida como problema de saúde pública do mundo. Aumenta com a idade, estando presente em cerca de 10% da população de 60 anos, 20% das pessoas aos 65 anos e 40% aos 75 anos. Consiste na perda da densidade óssea e consequente fratura vertebral, o que leva a dor, deformidades, dependência, medo de quedas, depressão e morte prematura. É considerada um distúrbio evitável já que a evolução pode ser alterada por terapias disponíveis. As opções de tratamento incluem a prevenção (alimentação, reposições hormonais e de cálcio, atividades físicas), medicamentos (analgésicos), uso de coletes e cirurgia (esta particulamente indicada quando há fratura com dor intratável, deformidade progressiva ou alteração neurológica).

Traumatismos da Coluna Vertebral

Trauma Raqui-Medular é o nome que se dá a lesão na estrutura da coluna vertebral e/ou medula espinhal decorrente de causa externa traumática (acidentes automobilísticos, quedas, agressões, mergulho em águas rasas, etc). Trata-se de evento grave a gravíssimo, estando entre as prioridades de atendimento de urgência e emergência. É um dos principais motivos de sequelas incapacitantes em indivíduos em idade produtiva e, por isso, de fundamental atenção à população para procura imediata de atendimento, avaliação e acompanhamento por especialista. O tratamento das lesões traumáticas pode ser conservador (sem cirurgia, com uso de medicamentos e coletes) ou cirúrgico. As indicações de cirurgia em geral são para aquelas lesões que comprimem o sistema nervoso (medula ou nervos), em situações de instabilidade com risco de comprometimento neurológico ou para os casos nos quais, de alguma forma, há prejuízo do alinhamento ou função da coluna. Técnicas abertas tradicionais ou minimamente invasivas são ponderadas pelo cirurgião, dependendo da correção ou descompressão que se faz necessária. Idade, condições clínicas, localização e grau de déficit neurológico são sempre fatores determinantes no tipo de tratamento optado.